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CONVERSAR COM AS PESSOAS QUE MAIS SE PREOCUPAM COMIGO

CONVERSAR COM AS PESSOAS QUE MAIS SE PREOCUPAM COMIGO
Como conto aos meus filhos que tenho CMM?

As crianças pequenas irão reagir com base na reação dos adultos. Como e o que lhes irá contar dependerá da idade delas e do que conseguem compreender. Mesmo crianças muito pequenas irão perceber que algo de grave se passa e poderão ficar assustadas e confusas. O melhor é ser honesta,  logo desde o início e conversar numa linguagem adaptada à sua capacidade de compreensão.

Há pessoas que podem ajudar as crianças a lidar com as emoções que possam estar a sentir e com as mudanças que estão a acontecer na família. Pode solicitar à sua equipa clínica ou à escola dos seus filhos ajuda externa para assegurar que estão a receber tudo o que necessitam.

  • AS CRIANÇAS RESPONDEM MELHOR À HONESTIDADE. A comunicação com as crianças deve ser sincera e adaptada à sua idade, ao seu nível de compreensão e às suas necessidades. Seria bom começar por averiguar o que conhecem sobre a doença, que conceitos dominam. Por vezes, já viram séries de televisão, filmes, conhecem experiências de familiares ou amigos em que a doença esteve presente e desenvolveram as suas próprias ideias e conclusões.Inicialmente, será para elas difícil assimilar o que lhes disse. É recomendável que lhes dê a informação simples e à medida que as coisas vão sucedendo para facilitar a sua adaptação. Poderá não saber a resposta para algumas das perguntas que lhe poderão fazer. Nessa situação, centre-se no que sabe e garanta que se algo se modificar não o vai esconder.
  • PREPARE-SE PARA RESPONDER A PERGUNTAS DIFÍCEIS. Se os seus filhos são muito pequenos, poderá ser útil praticar antecipadamente a linguagem que vai utilizar, para manter as coisas simples e evitar explicações complicadas. Adapte as suas palavras ao seu nível de compreensão, faça perguntas simples e permita que se expressem.
  • SEJA QUAL FOR A IDADE DAS CRIANÇAS, PODERÃO FICAR PREOCUPADAS com a possibilidade da morte e poderão fazer perguntas sobre o seu tratamento, ou porque o cancro regressou.
  • MESMO QUE OS SEUS FILHOS NÃO FAÇAM PERGUNTAS SOBRE O SEU CANCRO, NÃO QUER NECESSARIAMENTE DIZER QUE NÃO TENHAM PERGUNTAS. Por vezes, as crianças tentam proteger a mãe escondendo a sua curiosidade ou sentimentos. Poderá ser útil perguntar ativamente às crianças se têm perguntas e explicar-lhes que estará sempre presente para responder a questões.

 

Fale com o seu psicólogo sobre esta questão e qual a melhor forma de abordar este assunto com os seus filhos. Há também muitos recursos disponíveis, quer online, quer através de associações de doentes com cancro da mama ou grupos de apoio, para a ajudar a ter esta conversa. Pode aconselhar as crianças mais velhas a consultarem websites apropriados onde podem obter informações sobre o CMM. Tenha consciência que poderão procurar informação por iniciativa própria, informação que poderá ser imprecisa e não fiável.

Como conto aos meus pais?

Seja qual for a sua idade, continua a ser a filha dos seus pais. Como seus pais, têm o instinto natural de a proteger. Poderá ser difícil contar aos seus pais que tem CMM se considerar que não vão lidar bem com o seu diagnóstico. Ninguém deseja causar dor e sofrimento aos pais, sobretudo se forem idosos.

 

Os seus pais poderão ter uma resposta muito emocional ao seu cancro. Isto porque poderão sentir-se impotentes em relação à sua doença. Poderão tentar fazer mais do que você deseja e interferir com os seus cuidados. Isto pode causar conflitos e stress.

Se tal acontecer, poderá gentilmente informá-los que você é a pessoa responsável por todas as decisões relacionadas com a sua saúde. Diga-lhes que os manterá informados sobre a situação. Por vezes, estabelecer limites pode ajudar, bem como informá-los especificamente como se poderão envolver.

Pedir ajuda a irmãos ou amigos próximos pode também representar uma forma de dar a notícia aos seus pais.

Como falo de cancro aos meus amigos?

A forma como vai conversar com as pessoas que fazem parte da sua vida sobre o que está a passar tem de ser decidida apenas por si. É importante encontrar o momento certo para o fazer. É natural que queira esperar até que você mesma tenha aceite o seu diagnóstico antes de contar ao círculo de amigos e família.

Poderá verificar que o seu relacionamento com os amigos se altera depois do diagnóstico. Alguns relacionamentos irão tornar-se mais fortes, mas é provável que outros não. Nem todas as pessoas conseguem lidar com o cancro e alguns amigos poderão encontrar dificuldades nos seus próprios sentimentos e dor. Sem querer, alguns amigos poderão dizer alguma coisa ou tratá-la de forma insensível ou que não a ajuda.

O melhor para si será evitar stress desnecessário com relacionamentos negativos que não a ajudarão nesta fase. Tente, sim, focar-se no apoio positivo que recebe por parte daqueles que se preocupam consigo.

Refletir antecipadamente sobre como deseja contar aos seus amigos poderá ajudar a exprimir os seus sentimentos de forma mais clara. Tente ser honesta sobre como se sente e sobre o que precisa. Isto fará com que os seus amigos se sintam mais à-vontade e compreendam melhor como a podem ajudar.

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